Soneto da perdição
Eu mergulhei na eterna Danação.
Por teus beijos minh'alma eu vendi.
Não temo o calor pois muito já ardi,
com o teu toque sendo a ignição.
E toda a sanidade que eu perdi
foi no teu mar, bravia rebentação.
Lá nas ondas entrei em combustão,
no oceano do teu colo, transcendi.
Entre estrelas-do-mar e caravelas,
belos corais em vivas aquarelas
naquela tela alvíssima, o teu rosto.
Do sonho à tentação, um novo sonho,
do mar à perdição do amor, suponho.
No inferno, levo na boca o teu gosto.