Não é preciso puxar Fumo
Para em um segundo
Perder o rumo
e o prumo do mundo.
E se eu sorria ela chorava
Se eu chorava ela sorria
Não conseguia ser constante
Nem sorrir enganado
Não chorei para ela sorrir
Mas, agora que eu chorava
Por que não deixar saber?
Magia é se pintar de poesia
E, neste momento
Eu perdera todos os encantos.
Estou pelos Aries
Como um Peixe longe de Aquário
Eu que tinha a grandeza de Sagitário
A força de um Touro
Valente como um Leão
Mas o traiçoeiro Escorpião
feriu minha alma Gêmeos.
Andei distraído em teu reino
Tropecei, caí, me machuquei
Cá dentro do meu peito ainda sinto
A ferida do tombo que eu levei
Foi uma queda feia e engraçada
Para quem viu certamente sorriu
Quem tombou chorou vergonha arrependido
por não ter segurado em tua mão
Quando caiu.
A memória como construções de identidade
O reconhecimento de si no mundo.
A desconstrução de referências deixa órfãos sem memórias
As lembranças são apagadas por dúvidas
São questionadas pelo tempo e (des)legitimadas por outras gerações
Essa ideia intrigante de escrever sobre o que estou pensando
enquanto pensava no que escrever, deu nisso:
- NADA!
Sou Coxo
Ando com dor no pescoço
Não sou inteiro
Sou metade
Não tenho sossego
Sou saudade.