Corsário.Poema lançamento.experimento. versão inversão - libertino espaço cibernético
![]() |
|---|
HELGA
alga
farol
Lete
fogo azul
o que olhas
e está ao redor
não pode dizer
senão do que respiro
teu corpo, arte
do silêncio e da luz
balouçante o que isca
em tua rima
o que prolonga as distâncias
e aproxima brusca a noite
no colo de teus olhos e no cume
de teus dedos ariscos
como algas que se acumulam
na areia
como areia cravejada
do que buscas buscas
podes, Helga
ser assim
margem
tris
ou uma chama
em um instante
se se demora
em teu azul.
A DÁLIA
na noite do eclipse ligeiro, recordo-me
da bela face tua
menina que fora
Aldebaran
Aldeota
o que nos vigia? sei
que passas lépida
em lares bares
l a s c í v i a
não vos acompanho
nunca. fico. sei
que
d'um véu de lembranças lassas
d'um lacre de cotidiano e
parcimônia
surgirei
bradando o mais belo troféu
deve a vós pertencer, amiga, oh
CARTA
meu amor te escrevo
do paraíso
aqui estou novamente
vim buscar umas coisas
que tinha esquecido
agora tudo é muito mais científico
do que eu
um coup de dés
teu telefone
quem me dera
só seis números (os dados)
e milhares de combinações
jamais abolirão o acaso
nem o ocaso
da ocasião...
...e quando chegava (agora lembro)
uma garotinha sorriu tão forte
olhou tão nos meus olhos
só podia ser você
iriado mar
quedando de gota
em gota d’amor
já é tardinha
tardinho da tarde
lua baixa maré alta
baixinho, quando a gente se apaixona
só fala baixinho
quanto agora me proclamo
teu amante
mas há já despedida
antes mesmo da aurora
alba mais doce
que se espaira
em horizonte,
POEMA SEM AUXÍLIO DE COMPUTADORES
me liga diz uma poesia
de amor sincero
me acorda grandes sementes
existo em teu colo
azul de cajá-eu-sonho-teu-ventre.
Ylo Barroso
| versão 1.0 |
|---|