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Labirinto

 

 

 

 

 

 

 

 



eu tenho que sair
de dentro daqui
preciso antes que
comece a parir
monstros assassi-
ou me escapulir
ou ser degluti-
tenho que fugir
do homem-tauro-min

O homem-tauro-min, o mim-o-tauro, cujo símbolo está na saída, à espera de si, sua vítima.

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poeta de meia tigela - poeta






Nascido no século passado, mais pra cá que pra lá, em Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção; mesmo dia e mês (mês do cachorro doido) que Leon Tolstoi, Goethe-Werther e Santo Agostinho (se bem que deste não faça tanta questão de lembrar). Filho de pai soldado e de mãe enfermeira, vem talvez daí a propensão irrefreável para bater e depois alisar.

Crescido magro e cabisbaixo, um ponto de interrogação. Nenhuma crença em Deus nem nos homens, mas uma fezinha nos animais (principalmente nos do Jogo do Bicho, aos sábados). Se assim no tocante à fauna, no que diz respeito à flora, prefere a intestinal.

Admiração por Pessanha e Pessoa, Poe: em suma, os alcoólatras da língua do P. E uma convicção profunda de ser a mais recente encarnação de Dostoievski: para comprovação da tese, estão aí as dívidas, o vício em jogo e o delírio semi-epiléptico.

Na própria obra poética a mais profunda dentre as obsessões: noutras palavras, a mais refinada maneira de ter a si mesmo como objeto de adoração.

contato: poetademeiatigela@yahoo.com.br _________________________________________________________

Poema Visual de poeta de meia tigela
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