Corsário ### Poemas versão inversão - libertino espaço cibernético

Bem-vinda, morte... 

Tenho tido tempos aúreos

Vivido emoções, saciados desejos

Estou alegre e sinto como se nada me faltasse.

Aprecio o pôr-do-sol.

Respiro e transpiro.

Vida... 

Ao cair da noite me vem pensamentos

Diversos, turbulentos e incertos

Não me assusto, me acalmo

É dada a hora, pois assim o meu espírito,

Me anuncia a sua chegada,

Morte... 

Às vezes nos nortunos cantos das salas

Em meio ao quarto, na penumbra.

um sombrio, nefasto e até macabro

pensamento me invade e solta uma pergunta:

Como morrerei? 

Procuro estas respostas entre poetas,

filósofos, religiosos, biólogos.

Paro e me dou ao prazer de responder

Mesclando todo o conhecido por mim lido,

adquirido, adotado ou dogmático.

Mas respondo, como morrerei? 

Ah! Se este triste fim é a certeza

Prefiro encará-la, como uma bela dama,

que chega com um sorriso,

um olhar calmo, e com toque singelo

Conforta-me em teus braços . 

Meus sentidos se ampliam. O tempo, por um tempo pára.

Então a olharei fixamente e ela com seu gesto mais simples

Tocará o meu rosto e se prepara para beijar-me

e nesta doce, sútil, bela e mórbida ação

Retirarás de mim, meu sopro de vida.

Phillia
28 de setembro de 2006