Flora a poesia dos colares que ela lançou

 

 

 

 

 


 para Madelaine

 

 


si mieti pelo meio dos matus
e baiti sem disse-me-disse

e vai canoa canoa que vai

ele dançou voando alto pelos colares que ganhou da índia
ele dançou torem e fez chuva cair dos olhos

i chuviou do meio do alto da floresta
i chuviou pelo encantamentos dos sonhos
i alumiou com a força da campanha.

i pela pele dos guerreiros
si irmã gravi
di irmã suci

nim si intrigar homem di mati
i viem trazer a guerra
i viem buscar os mantimentos
pela loua a navie tierra
que será sonhar.

sonhar.

siempri sonhar.

sonhar e arar
a mi mãe
tierra
salgada dos corpos mareadus.

 

 

 



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Mardônio França - Editor da Revista Corsário.
Tem fotografias no sítio deviantart
contato: mardfranca@gmail.com.br


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Fotografia por Mardônio França
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