Corsário.Poema lançamento.experimento. versão inversão - libertino espaço cibernético
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Da América Latrina
para os catadores de lixo
"...El tigre
Soy el tigre. Te acecho entre las hojas anchas como lingotes de mineral mojado. El río blanco crece bajo la niebla. Llegas. Desnuda te sumerges. Espero. ..."
Pablo Neruda
da américa latrina
minha ama américa
açoites pescoços ensangüentados la gerrillha pelos quatro cantos dessa nau / minha vil américa latina américa de outro nome de outro outono de outra chegada américa esfaqueada estupro américa assaltada
oh américa de um escândalo de trás de outro oh américa de nossos dias de nossos filhos de nossa morte velada de nossos povos ruínas perdida dos andes aos sertões de brasis de pampas à colômbia mal batizada por esses caudilhos esses exploradores piratas de uma morte já anunciada
américa dance américa vive
américa volte américa saltia – esse é o corte ! américa voa com seus felinos com suas arruaças com seus povos de tranças ancestrais dessa américa povoada por tantos povos que dela ainda fica as terras do deserto do chile ao deserto de nossas praias de menininhas de doze de nove anos bolinadas por essa nova colonização (extorsão – lavagem de dólares, ruínas e maldade do corpo da conspiração que corrói o nosso câncer - a curração dos dias - o corrimento desse silêncio) dos gringos de todos os cantos do planeta-vírus
meninas e bambinos e garotos da podridão do lagamar - onde toda a culpa do mundo cai sobre o gogó da ema como noge disse e todos conseguem os culpados os mártires
américa latina da poesia latina da moça latina dos cachorros latindo de tanta falta do latim que perdemos toda a variedade lingüística mas não perdemos a vaidade de nossas línguas bocas e beijos
oh américa. que não se perde e se conquista a cadafalso de vales de idas.
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| versão 1.0 |
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