* >>Poema a 4 Corpos ou Estávamos no Cio
para f.w.n.
- Marcelo Bittencourt


(, estávamos lá. os 4. sós. Mas éramos 4. quando as capas não protegiam mais de chuva alguma e você se preparava para chegar em casa antes que papai levantasse para mijar e dar a escarrada verde viscosa matinal, sonhava com os dias de infância nos peitos de tua amiga que gemia mais que você, peitos que me fizeram gozar em ti. dentro . deeply. deep inside, darling. e as peles penduradas do companheiro ao lado eram apenas um fardo a se carregar. ele carregava. arrastava. só queria que aquilo acabasse logo. já não sei onde me encontrava naquele agora. risos risos e + risos. o que fazer quando a noite se vai e ainda restam estrelas brilhando no céu de tua boca? de tua boca só me restam a cicatriz em minha boca e a memória do cheiro. o dia acabou junto com a noite. foram-se. o dia. a noite. vocês 2uas. eu. eu? eu estou aqui. sempre. ainda... não que eu tenha muito tempo.),

 

Marcelo Bittencourt