Corsário.Poema lançamento.experimento. versão inversão - libertino espaço cibernético
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Eu
Não sabia em que rua amar
Onde amarrar o meu cavalo
Onde derramar o óleo queimado
Chorei
No portão de embarque
Alcei vôo desesperado
Para o passado
Gangorra no chão do aeroporto
Sem nunca decolar
A cidade perdida
Lotéricas e motéis
Ataques suicidas
Em noites bares afora
Fora da marcação do palco
Tracei
Um rastro onde não fui
Postais remetidos a mim mesmo
Vendi meu reino por um real
Ou fantasia de improviso
O meu
Lugar não saiu de mim
Flores monocromáticas soaram
Sua metamorfose pública
Estreito e repleto de sal
Mar morto
Estátua modificada
Sou eu
Na praça estrangeira
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Fora de tudo que é belo e simples
Fora do que flui à margem dos lagos límpidos
Fora da tarde que antecede o encontro
Fora da memória renascida no olhar amigo
Como uma asa construída uma flor em uma estátua
Como um náufrago indigente e um milagre silencioso
Como um defunto sem herdeiro um assunto vão
Como uma porta que nunca será aberta
Estamos com as horas contadas
O tempo já sabe e anuncia
Que os dias são em função
De uma profecia a cumprir
Mudarei o sentido da nave
Outro nome darei a mim
Trocarei os olhos a fala
Seremos outros pois já não serei mais este
Portanto (pelo extravagante axioma)
Seremos algo distinto
Pela alteração dos termos
Na equação da felicidade
Pela ordem dos fatores da soma
Converterei sabotarei
A dor em delírio
O ciúme em adultério
Solidão em cemitério

Instalação ARCAICA
aos olhos dos vivos
(não há outros)
constantemente exposto
no chão da sala
na praça de todos
sobrevive um coração
que não fará falta
faz parte da cena
e de mais nada
é história apagada
calçada molhada nuvem passada
o ser e o nada
| versão 2.0 |
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