Corsário.Poema lançamento.experimento. versão inversão - libertino espaço cibernético


* dois perdidos no paraíso fantástico dos lunáticos-
Demetrius Galvão


“morremos sempre. o que nos mata são as coisas nascendo”.
Hilda Hilst



a escuridão dos teus olhos esconde um jardim de samambaias arcaicas e caixinhas-de-música, embora a primeira visão seja a de facas. a carroça que transporta nossa letargia desconserta a caligrafia do tempo e a linda tristeza do samba dá forma às paredes que revestem nossos dias: como cornucópias decorando a península dos enjeitados. – percebemos a geometria do outro através do faro: lampejos no rodopiar do carrossel de cavalinhos infantis. renascemos a cada morte providencial, toda vez que um novo poema se inscreve na órbita das alfazemas.





Demetrius Glvão


Corsário.Poemas versão 2.0