Corsário.Poema lançamento.experimento. versão inversão - libertino espaço cibernético
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Natimorto
SANGUE SANGUE SANGUE
esse sangue não é meu
é sangue do poema que morreu
SANGUE SANGUE SANGUE
para Assis Valente
Guaraná com formicida na mão.
Pergunta ao espelho:
- Espelho! Sou ou não sou uma formiga?
Glup, Glup, Glup...
Lamento
Lamento muito
mas não consigo
escrever uma letra
que fale daquilo que lamento.
Minha literatura é uma farsa
meu fogo de hétero
minha conta bancária
o todo em mim é farsa
todo meu ser é composto de eu menos eu
EU – EU =
Eu sou uma graça.
Cláudio Portella
| versão 1.0 |
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