Corsário.Colunas lançamento.experimento. versão inversão - libertino espaço cibernético


* Mme. Drunken Butterfly

[coluna

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Outro dia estava sobre uma flor...
Era pôr-do-sol? Não, não, pôr-do-sol, não. Tá mais pra nascer do dia.

Eu sempre voltando pra casa (informe-se), como uma trilha sonora que me botaram: “com a saia na cabeça, soluçando embriagada”...

Bem, mas outro dia estava sobre uma flor. Nem batia as asas por que o dia já estava tão quente que o melhor era aproveitar qualquer brisa e evitar todo esforço desnecessário. Bem, eu não batia as asas...

E tinha sempre esse urso que aparecia, mas o engraçado é que ele falava manso e, às vezes, vinha com ele um gracioso besouro. Gracioso. Era sim.

Bom, a gente há um tempo, de estação em estação, ocorria em alguns pontos estratégicos. Beira de rios, casas de velhas senhoras com lindos jardins. As rosas realmente são boas companheiras...

- Rosa! Suspirava o gracioso besouro. Conheci uma belíssima Rosa, belíssima Rosa Joaninha. Escrevi-lhe até algumas linhas.

Por causa da Rosa, dos belos jardins, soluços e acasalamentos resolvemos, entre muitas deliberações, publicar nossas próprias conversas não autorizadas. Começando do começo. E já de comum acordo, de não saber onde vai dar.

“uma noite comigo, baby e você não verá mais as borboletas do mesmo jeito”.

Eu pensei nesse nome pra iniciar minha coluna nas publicações, mas... não, não, muito revelador. Uma asa bate e a outra sempre alerta, então...

Dizem que eu falo muito então. Então, eu resolvi também agora escrevê-los. Então agora toda frase eu quero começar com então. Já tava até ficando chato, então eu decidi parar. Agora eles vêem no meio, então, da frase.

Então, continuando.

Imagina se eu fosse bailarina. Acho que rodopiaria o dia todo.

- A menina peão!
- incrível! Diriam uns.
- ela não cansa, mamãe?! Perguntariam outros.

Mas como cansar de viver? Claro, isso sendo uma borboleta! Sendo como você, caro leitor, bom aí é outra história. São outras histórias... tantos suspiros e ais num coração que bate lento, né? Sei.

As borboletas têm ouvidos de tuberculoso e são capazes de carregar as cores.
Então... a gente tá agitando isso feito pólen na primavera!

Não sei de onde veio esse bom humor hoje! Logo hoje, domingo? É meu dia preferido. Pra cortar os pulsos. Nem as borboletas gostam de domingo.

Então leitor, essa sou eu. Mme. Butterfly. Mme. Drunken Butterfly. Mme para os íntimos. E os mais íntimos nem precisam chamar.

E não me desculparei. Nem diante de lágrimas no tribunal por ser esta borboleta. Não essa borboleta, não senhor.

Então pra terminar essa intro, procurando o céu para me guiar do adiantado da hora, deixo-lhes com vários caminhos para que se percam e eu os ache. Pra isso eu tenho antenas. Se não as uso é por preguiça. Percam-se! Pra isso servem os labirintos, estacionamentos e esse navio pirata corsário.

Então, Deus lhe pague.
Porque eu não devo nada a ninguém.

Mme. Drunken Butterfly


Corsário.Colunas versão 2.0