Eu sou os olhos do cego e a cegueira da visão. Raul Seixas É-se punido principalmente pela própria virtude. Nietzsche estão cansados e ardem, fazem seu dever apenas: resgatam ardências reais, salgam águas doces do sorriso e alguns vermelhos impregnados de rosas e lágrimas em silêncio. Os olhos avançam, lacrimejam, e não festejam senão aquilo mais visto que modificado: audiências rítmicas do dia, da noite, do verso, dos olhos, iluminando nosso assombro cabisbaixo encostado num poste de luz caída na esquina. Os olhos avançam, mas resta o sorriso em seu devido lugar: nas noites endoidecidas, na cara de quem passa e não ver que tarda avançar: olho no olho nos passos desse tempo que se encosta em silêncio.
Os olhos avançam,
João de Moraes Filho - poeta baiano
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