agora os rios do céu são cinzas como as paredes e muros, a cor se foi a alegria da beleza do caos
agora os rios do céu caem sobre a cidade solitária dos solitários dos que buscam a beleza e a alegria de viver
agora não sabem
não sabem dos rios
somente usam guarda-chuvas e se aglomeram nas calçadas embaixo dos toldos nas ruas
agora os rios não são meus
agora os rios do céu são da memória
Gil Duarte - músico e poeta
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