imagem : zenner sarte

poemas


Natimorto

SANGUE SANGUE SANGUE

esse sangue não é meu

é sangue do poema que morreu

SANGUE SANGUE SANGUE

 

 

 

A morte de um sambista brilhante

para Assis Valente

 

Guaraná com formicida na mão.

Pergunta ao espelho:

- Espelho! Sou ou não sou uma formiga?

Glup, Glup, Glup...

 

 

Lamento

 

Lamento muito

mas não consigo

escrever uma letra

que fale daquilo que lamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sou Todo Farsa

Minha literatura é uma farsa

meu fogo de hétero

minha conta bancária

o todo em mim é farsa

todo meu ser é composto de eu menos eu

EU – EU =

Eu sou uma graça.


Cláudio Portella - poeta e contista cearense
Breve Biografia - Mais publicações do autor
Email
- clautella@ig.com.br


editora | revista |                                  poemas | prosas | cartas | livros | filmes | áudios | marinheiros | rotas | contatos |
::: corsário ::: revista de literatura | revistacorsario@gmail.com | arte livre: para copiar e distribuir | sítio em desenvolvimento